17/Dez/21

9 regras da TOC para sincronizar o processo da sua empresa

Você já ouviu falar sobre a Teoria das Restrições?

Também chamada de TOC (Theory of Constraints) a Teoria das Restrições foi desenvolvida pelo físico Eliyahu Goldratt, em 1984, se tornando conhecida ao redor do mundo. 

Essa teoria parte do princípio de que grande parte dos desafios enfrentados por uma empresa estão relacionados a um fator chamado ’restrição’. O termo se refere a tudo aquilo que dificulta ou até impede uma organização de alcançar metas e resultados.

A Teoria das Restrições nos faz entender porque é preciso identificar esses gargalos e sincronizar nosso processo para assim alcançarmos melhores resultados.

Hoje trouxemos as 9 regras de sincronização da TOC para você: 

1) Balancear o fluxo e não a capacidade:

• Trabalhar com uma capacidade balanceada não é uma prática sustentável. Identificando o seu gargalo e balanceando o fluxo a ele 

2) O nível de utilização de um não-gargalo não é determinado pelo seu potencial, mas sim por outra restrição do sistema:

• Não é sustentável cobrar que um não-gargalo produza todo o seu potencial se essa produção não será plenamente aproveitada quando chegar ao gargalo. 

3) Utilização e ativação de um recurso não são sinônimos

• Utilizar um recurso não é o mesmo que ativá-lo de forma plena. Se colocado para funcionar plenamente, o fluxo será maior do que o suportado pelo gargalo. Não queremos Work in Process.

4) Uma hora perdida no gargalo é uma hora perdida em todo o sistema

• Por esse motivo, não podemos deixar o gargalo parar sua produção de forma alguma. Uma solução é manter um estoque (pequeno e limitado) antes desse gargalo et também um espaço após caso a etapa seguinte tenha problemas. 

5) Uma hora salva em um não gargalo é apenas uma miragem

• Não adianta fazer hora extra no não-gargalo, será tempo e dinheiro desperdiçado, afinal o gargalo não conseguirá acompanhar a demanda. 

6) Os gargalos governam tanto o ganho como o inventário

• Para tornar seu processo mais ágil e flexível é necessário trabalhar com menor Work in Process. Trabalhar com um inventário elevado gera mais problemas de qualidade, dificulta a identificação de problemas e gera maior obsolescência. 

7) O lote de transferência não deve e muitas vezes não pode ser igual a o lote de processo (fabricação);

• É preciso ter um planejamento, um fluxo de fábrica e inteligência que te permitam reduzir o lote de transferência a fim de reduzir o lead time total. Se mantivermos o lote de fabricação igual ao de transferência atrasaremos o processo aumentando o lead time total. 

8) O lote de processo deve ser variável e não fixo;

• O lote de transferência deve se adequar e acompanhar conforme necessário a redução do lote de transferência. 

9) A programação de produção deve ser estabelecida observando todas as restrições simultaneamente.

• O conceito de fluxo, na TOC, é híbrido. Não é só empurrado, nem puxado. Identificando ou escolhendo o seu gargalo, toda a lógica do processo deve ser construída ao seu redor, puxado pelo gargalo e empurrado após ele. (TAMBOR - PULMÃO - CORDA).

Para saber mais sobre a Teoria das Restrições, acesse: Teoria das Restrições: muito mais que gargalo

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