13/Out/20

Modelo de referência de operações logísticas

Categoria(S): Videos • solução(ões): PCP, Logística

Há um grande desafio na gestão de distribuição e entrega de produtos, assim como na análise de ocupação e ociosidade dos equipamentos logísticos. Por se tratar de um conjunto amplo e complexo de atividades, muitas organizações encontram dificuldades em gerir a sua cadeia de suprimentos.

Neste vídeo, Fabiano Nunes, parceiro-sênior da Produttare, apresenta o modelo de referência muito utilizado na consultoria para a gestão da cadeia de suprimentos.

Este modelo é baseado no SCOR (Supply Chain Operations Reference), definido pela Supply Chain Council (SCC) e AMR Research (hoje Gartner).

O modelo adaptado para as operações logísticas pela Produttare, abrange os cinco elementos fundamentais desde o planejamento, aquisição, manufatura, entrega e logística reversa, distribuídos em quatro grandes pontos:

  • Planejamento;
  • Logística inbound;
  • Intralogística;
  • Logística outbound.

Este vídeo foi extraído do evento on-line "As operações logísticas e a competitividade das organizações". Clique aqui para assistir ao webinar na íntegra.

 

Planejamento

Esse ponto de planejamento inicia desde a gestão da demanda, onde entende-se como a demanda chega ao fluxo informacional e ao fluxo de materiais no sistema das empresas, para posteriormente ser trabalhado com técnicas de MRP e MRP II alinhadas com a gestão de estoques (controle e dimensionamento de estoques).

Dentro do planejamento também há o conceito de S&OP (Sales and Operations Planning), com o qual é possível aplicar agregando todas as áreas envolvidas no planejamento, não somente a área comercial, mas também a de operações e supply chain e logística.

Este ponto também abrange a programação da produção e o seu controle a partir do MES (Manufacturing Execution System), plano mestre de produção, programação de materiais, e principalmente a gestão da capacidade, onde é possível identificar as restrições do sistema como os gargalos e CCRs, possibilitando a aplicação da APS (Advanced Planning and Scheduling), ou seja, programação fina da produção.

 

Logística inbound

A partir dos conceitos e ferramentas que podem ser utilizadas no planejamento, pode-se entender melhor a logística inbound.

Podemos encontrar na logística inbound as estratégias de materiais, entendendo quais as classificações e os tipos de materiais que a organização possui, podendo ser utilizada a matriz de posicionamento estratégico de materiais, dentre outros.

Após feito o posicionamento e a gestão dos materiais internos, deve ser aplicado a estratégia no fornecimento, classificando os fornecedores e escolhendo os melhores para a empresa. Com isso, parte-se para a gestão de transportes.

Estas três gestões (materiais, fornecedores e transportes), exigem uma energia e uma atenção maior, visto que são as áreas que mais geram custos para a empresa se não forem geridas adequadamente.

A logística inbound também trabalha fortemente com auditorias e capacitações de fornecedores, pois o fornecedor normalmente é bom no seu produto e não no produto da empresa foco. Além de capacitar, é muito importante desenvolver estes fornecedores.

Por fim, é necessário fazer a gestão do recebimento e da identificação para que a armazenagem seja feita corretamente, além de acompanhar a eficiência dos equipamentos de armazenagem,  assim como de todos os equipamentos logísticos da empresa.

 

Intralogística

A intralogística diz respeito às atividades logísticas realizadas dentro da organização, sejam elas no armazém, centro de distribuição ou dentro da operação de fabricação, tratando de forma efetiva os métodos de abastecimento, sempre buscando o just in time.

Além de buscar o abastecimento feito no tempo certo e na quantidade certa, deve-se sempre otimizar as movimentações desnecessárias através do layout adequado e da eficiência dos equipamentos de movimentação de materiais.

Uma das atividades da intralogística também busca manter a acuracidade do estoque, visando ajustar as operações para que o inventário seja desnecessário, visto que é uma inspeção e não agrega valor.

Devido a utilização de equipamentos para movimentação logística, é necessário que seja roteirizado de forma a usar o menor caminho possível, dentro das melhores frequências de abastecimento.

O Warehouse Management System (WMS) acaba se tornando importante na intralogística, principalmente nas operações de armazenagem e sua gestão, aumentando a acuracidade e a produtividade.

A partir desta gestão, os locais devem estar identificados e com o endereçamento adequado, além de monitorar a eficiência dos equipamentos logísticos, explorando a sua produtividade.

O dimensionamento correto do estoque tem grande impacto na intralogística, visto que um bom dimensionamento pode reduzir o espaço de armazenagem, a sua taxa de ocupação e o acesso facilitado aos materiais.

 

Logística outbound

A logística outbound é a logística de saída, impactando diretamente no atendimento e na satisfação dos clientes.

É através desta parte da logística que é possível entender o valor percebido do cliente em relação às entregas, sendo necessárias estratégias de atendimento e de transporte para entrega. Vale ressaltar que a comunicação com a área comercial se torna de extrema importância para que seja agregado valor percebido pelo cliente.

 

Aplicação sugerida do método

Para implantar qualquer projeto na área de logística sugere-se que seja iniciado pelo entendimento da situação atual do processo através de um mapeamento do estado atual, identificando, assim, as principais dificuldades.

Com isso, é feita a análise do processo e definidas as oportunidades de melhorias, para que a equipe do projeto elabore o estado futuro do processo e a posterior implantação.

Junto à implantação do estado futuro, são implementados os KPIs e as rotinas de gestão do processo e fluxo. Após, é realizado o acompanhamento das melhorias.

 

 

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