25/Set/20

Modelos de Produção e a Produção de Modelos – Oito diferentes Modelos de Produção mais utilizados

Categoria(S): Engenharia Lucrativa, Videos

Para obter vantagem competitiva através de seu Sistema de Produção, as organizações precisam buscar métodos e técnicas mais aderentes ao seu negócio, e não apenas basear-se em um único modelo de referência. A combinação de diferentes princípios pode auxiliar as empresas na busca pela excelência operacional e na otimização do retorno sobre investimento (ROI).

Neste vídeo, Junico, CEO da Produttare, apresenta os oito tipos de modelos de produção mais utilizados na indústria, os quais são aplicados com excelência pela Produttare em suas consultorias.

Para auxiliar os gestores nesta combinação de métodos e ferramentas nas medidas adequadas para cada negócio, a Produttare lançou a temática “De Modelos de Produção à Produção de Modelos”, iniciando com uma breve explicação sobre os oito tipos de modelos de produção, a saber:

  • Teoria das Restrições (TOC);
  • Lean Enterprise;
  • Sistema Toyota de Produção;
  • Controle de Qualidade Total (TQC);
  • Seis Sigma;
  • Total Productive Management (TPM);
  • World Class Manufacturing (WCM);
  • Estratégia de Produção.

Este vídeo foi extraído do evento on-line "Modelos de Produção versus Produção de Modelos – Vantagem competitiva se constrói, não se copia". Clique aqui para assistir ao webinar na íntegra.

 

Teoria das restrições (TOC)

Esta teoria, proposta por Eliyahu M. Goldratt, tem por base a gestão da produção a partir das restrições existentes em um sistema produtivo. Segundo esta, ao analisar um sistema produtivo como um todo, é necessário identificar quais são as restrições do mesmo, ou seja, quais são os gargalos de produção.

Uma das vantagens da Teoria das Restrições é que ela pode ser implantada num curto prazo, adotando-se rapidamente a lógica do Tambor, Pulmão e Corda: o Tambor representa a restrição do sistema; o Pulmão representa os pontos onde devem existir buffers (pouco estoque de material) no fluxo de produção de forma a impedir a interrupção do sistema e a Corda simboliza a subordinação do ritmo de produção de postos de trabalho não restritivos ao ritmo do gargalo.

O método é composto de cinco passos:

  • Identificar a restrição;
  • Explorar a restrição;
  • Subordinar todos os recursos à restrição;
  • Elevar a restrição;
  • Repetir o ciclo, evitando que a inércia tome conta do sistema.

A Teoria das Restrições propõe os indicadores Lucro Líquido, Retorno sobre o Investimento (ROI) e Caixa para a gestão do sistema produtivo.

 

Lean Enterprise

O Lean Enterprise, que tem como principal autor James Womack, tem por conceito básico a redução de desperdícios existentes em um sistema produtivo, sendo uma metodologia a ser implantada no médio e longo prazo.

O método é composto por cinco passos:

  • Identificar valor para o cliente;
  • Identificar fluxo do valor;
  • Fluxo;
  • Puxar;
  • Perfeição.

Esta teoria pode ser mensurada por meio da redução dos tempos de atravessamento (lead time), focando nos fluxos empresariais e de produção, tanto na engenharia de produto quanto no processo e no ambiente fabril.

 

Sistema Toyota de Produção (STP)

Explicado pelos autores Taiichi Ohno e Shingeo Shingo, o Sistema Toyota de Produção tem por conceito a redução do tempo de atravessamento, sendo este fundamental para as organizações, tanto para reduzir custos de produção como para aumentar o faturamento. Trata-se de uma metodologia para implantação no médio e longo prazo.

O método tem por base cinco princípios:

  • Estabilidade do sistema assegurando qualidade garantida;
  • Sincronização através da produção do necessário, no momento necessário e na quantidade necessária;
  • Redução do lead time;
  • Aumento da eficiência dos equipamentos (OEE);
  • Aumento da produtividade da mão de obra.

A forma de mensuração é através da engenharia de produção lucrativa maximizando o giro do capital a partir do fluxo das operações.

 

Controle de Qualidade Total (TQC)

Esta teoria tem por autores seminais Vicenti Falconi e a JUSE (Union of Japonese Scientists and Engineers), e seu conceito é baseado na melhoria do ativo de conhecimento e do ativo de capital, na busca da melhor utilização dos ativos. Trata-se de uma metodologia para implantação no médio e longo prazo.

O método é composto por oito passos:

  • Organização para a implantação;
  • Definição das metas;
  • Definição do plano de implantação do TQC;
  • Atividades de promoção da qualidade;
  • Educação e treinamento para a qualidade;
  • Implantação dos subsistemas básicos;
  • Implantação de atividade para aumento da satisfação com o trabalho;
  • Auditorias.

O TQC trabalha com três ciclos de gestão; ciclos de rotinas; ciclo de melhoria e ciclo de desenvolvimento de produto.

 

Seis Sigma

Essa metodologia, explicada por MIkel J. Harry e Bill Smith, tem como conceito a redução da variabilidade das operações. O método tem por foco grande projetos de redução de problemas, sendo composto por cinco passos, a saber:

  • Definir;
  • Medir;
  • Analisar;
  • Aprimorar;
  • Controlar.

O Seis Sigma pode ser mensurado pela redução de defeitos e melhoria do desempenho econômico-financeiro da organização, com resultados a curto e médio prazo.

 

Total Productive Management (TPM)

A Total Productive Management, dos autores Seiichi Nakajma e JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance), visa a maximização da utilização dos ativos, sendo uma metodologia de implantação no longo prazo.

O método é composto por pilares básicos (Melhoria Focalizada, Manutenção Autônoma, Manutenção Planejada, Educação e Treinamento, e Gestão Antecipada) e complementares (Manutenção da Qualidade, Segurança, Saúde e Meio Ambiente e TPM Office).

Os resultados obtidos com a implantação do TPM são monitorados pela melhoria do Índice de Rendimento Operacional Global – IROG (TEEP/OEE) e a performance (PQCDSM).

 

World Class Manufacturing (WCM)

A World Class Manufacturing (WCM), cujo autor é Hajme Yamashina, é adotada por muitas empresas, com forte aplicação na FIAT e na FCA, tendo por conceito a redução de perdas e de custos no ciclo logístico e produtivo, combinando as metodologias TQC, TPM e STP.

Para uma melhor compreensão desta metodologia, pode-se afirmar que o TQC é o cérebro do WCM, o TPM é o músculo do sistema e o STP o sistema nervoso. 

O método é composto por quatro etapas:

  1. Definição de onde aplicar;
  2. Definição de qual método aplicar;
  3. Desenvolver pessoas;
  4. Aplicação dos sete passos de cada pilar.

Embora o foco desta metodologia seja sistêmico, no fluxo de valor, é possível mensurar este método a longo prazo por meio da redução de custos.

 

Estratégia de Produção

Wickhan Skinner explica que a Estratégia de Produção tem como objetivo fazer ligação entre o marketing e a produção, tendo em vista que a produção é uma arma competitiva.

Este método também é composto por quatro etapas:

  1. Dividir a corporação em várias unidades de negócio;
  2. Demonstrativo dos resultados do exercício (DRE) por unidade de negócio;
  3. Definição das dimensões competitivas por unidades de negócio;
  4. Projetar os sistemas de produção para melhorar o desempenho competitivo das unidades de negócios.

A mensuração é realizada através das dimensões competitivas com foco nas prioridades competitivas, com resultados a médio e longo prazo.

Eventos relacionados

Conteúdos Relacionados:

Receba a Newsletter Produttare

Trazemos os melhores artigos e pensamentos sobre Excelência Operacional, Lean Manufacturing e Gestão de Operações.